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Voto de Pesar
Manoel Cândido Pinto de Oliveira nasceu a 11 de dezembro de 1908, no seio de uma família da burguesia industrial, na cidade do Porto. Casou em 1940, com Maria Isabel Brandão Carvalhais, de quem teve quatro filhos.
"Douro, Faina Fluvial", uma curta-metragem documental sobre a vida nas margens do rio Douro, foi a primeira produção de Manoel de Oliveira. Tinha 23 anos. O último filme, "O Velho do Restelo", estreou em 2014. Oitenta e três anos de carreira e dezenas de filmes que contam a história do cinema em Portugal.
"Aniki-Bobó" foi o seu primeiro filme de ficção, estreado em 1942. A falta de apoios financeiros levou-o a deixar o cinema até 1956, ano em que estreou a curta-metragem "O Pintor e a Cidade", o seu primeiro filme a cores.
Seguiram-se "O Acto da Primavera" (1962), "O Passado e o Presente" (1971), "Benilde ou a Virgem Mãe" (1975), "Amor de Perdição" (1978), "Francisca" (1981), entre muitos outros. Em 1993, Manoel de Oliveira rodou no Douro o filme "Vale Abraão".
"Non, ou a Vã Glória de Mandar", uma visão sobre a identidade portuguesa a partir da revolução de 25 de abril de 1974, abriu uma nova etapa na carreira cinematográfica de Manoel de Oliveira, acelerando a produção cinematográfica para um nível que lhe permitiu estrear cerca de uma longa-metragem por ano.
Entre esses filmes estão o autobiográfico "Viagem ao Princípio do Mundo" (1997), "Palavra e Utopia" (2000), "Um Filme Falado" (2003) e "Cristóvão Colombo - O Enigma" (2007).
"O Estranho Caso de Angélica" (2010) foi rodado em Peso da Régua.
"O Gebo e a Sombra" (2012) foi a sua última longa-metragem.
Manoel de Oliveira era reconhecido internacionalmente.
Entre muitos prémios e distinções, o cineasta português foi distinguido, em 1964, com o Grande Prémio do Festival de Cinema de Siena, em Itália.
Em 1985, Manoel de Oliveira foi galardoado com o "Leão de Ouro" do Festival de Veneza e em 1989 foi condecorado pelo então Presidente da República, Mário Soares, com a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique.
O filme "Singularidades de uma rapariga loura" conduziu-o à distinção com a Palma de Ouro de Carreira em Cannes, um prémio que se juntou ao Leão de Ouro de carreira, recebido em Veneza em 2004.
Em 2011 recebeu o doutoramento honoris causa pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.
Em dezembro de 2014, Manoel de Oliveira foi distinguido com a Legião de Honra francesa.
Manoel de Oliveira é considerado uma figura incontornável da cultura portuguesa, sobretudo pela dedicação ao cinema e pela forma como representou o cinema português no Mundo.
A Câmara Municipal do Peso da Régua reconhece a importância atribuída por Manoel de Oliveira a Peso da Régua e ao Douro na sua obra cinematográfica.
O dever de justiça impõe o reconhecimento público do seu contributo para a projeção da história que identifica o território duriense.
A Câmara Municipal do Peso da Régua manifesta pesar pela sua morte e apresenta sentidas condolências a toda a família.
Assim:
Proponho a aprovação de Voto de Pesar pela Câmara Municipal do Peso da Régua.
Paços do Concelho do Peso da Régua, 06 de abril de 2015
O Presidente da Câmara Municipal,
Nuno Manuel Sousa Pinto de Carvalho Gonçalves, Eng.º
