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Regeneração urbana em foco no conversas à Quinta
Habitação, Regeneração e Sustentabilidade - Passado, Presente e Perspetivas para o Futuro foi o tema do conversas à Quinta. Eduardo Natividade, Professor do Instituto Superior de Engenharia de Coimbra, foi o orador.
Simbolicamente, o Museu do Douro, antiga sede da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, instituída pelo Marquês de Pombal, percursor da regeneração urbana em Portugal, ao ter mandado reconstruir Lisboa após o terramoto de 1755, foi o espaço escolhido para a realização da edição de abril da tertúlia.
Eduardo Natividade focou a importância da regeneração urbana, contextualizando a forma como os territórios evoluíram ao longo das últimas décadas.
O retrato feito por Eduardo Natividade dá conta que em Portugal existem 1 900 000 habitações desaproveitadas, num rácio de 1 casa e meia por família. Contas feitas, este número equivale ao número de casas construídas nas últimas duas décadas, sem necessidade.
No Douro, um território com 78 500 famílias, existem 140 000 habitações. 62 000 não têm ocupação permanente.
Numa perspetiva de futuro, Eduardo Natividade alerta para a necessidade de parar com a construção nova e aproveitar as que estão construídas e desaproveitadas.
A regeneração urbana tornou-se um tema cada vez mais frequente na agenda pública e política em Portugal, parecendo existir uma consciência cada vez maior sobre a importância e premência da mesma no contexto do desenvolvimento nacional, na medida em que através da regeneração urbana pode ser dada resposta a preocupações prementes como o desenvolvimento sustentável, o efetivo alargamento à dimensão da cidade ou região, com a colaboração ativa de todos os interessados e a definição de novos paradigmas no processo de gestão e decisão, com politicas e ações à medida dos problemas e empowerment das populações.
A regeneração urbana pressupõe a deslocação das pessoas para o centro urbano, com libertação de casas nos subúrbios, agravando o processo de desertificação, sobretudo no interior. O que fazer?
Diante disto, Eduardo Natividade alertou para a falta de trabalho em rede e a consciência de necessidade de valor acrescentado, sendo preciso criar dimensão para que a região ganhe sustentabilidade. Na sua opinião, a estratégia é juntar para ganhar.
Da discussão levantada em torno do tema saiu reforçada a necessidade de uma parceria público-privadacom vista à regeneração urbana, considerando os inúmeros benefícios fiscais que facilitam uma intervenção nesses moldes e dessa envergadura, bem como a sensibilização da Banca para o apoio às ações de reabilitação do edificado e ao me
rcado de arrendamento, como forma de equilibrar, resolvendo um problema que a própria Banca ajudou a criar, através do facilitismo no acesso ao crédito das últimas décadas.
A edição de abril do conversas à Quinta foi uma iniciativa do Município do Peso da Régua, em parceria com a Associação Cívica e Cultural Antão de Carvalho e o apoio do Museu do Douro.
