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Município recorda vida e obra de Maximiano de Lemos
25 de Novembro de 2008
Município recorda vida e obra de Maximiano de Lemos
Num contributo para a história reguense
Maximiano de Lemos
foi a figura central da iniciativa cultural promovida no passado Sábado, 22 de Novembro, pelo Município do Peso da Régua, em parceria com o Museu da História da Medicina Maximiano de Lemos da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.
Maria José Lacerda, Vereadora do Pelouro da Cultura presidiu à cerimónia, tendo sublinhado a importância do reconhecimento do contributo dado por Maximiano de Lemos, que sendo natural de Peso da Régua, deu o melhor de si ao País, através do exercício exemplar das suas competências como Médico, Professor e Escritor.
O Colóquio decorreu no auditório do Solar do Vinho do Porto, tendo contado com a presença de Amélia Ricón Ferraz, João Bigotte Chorão, Maia Marques e Martins de Freitas, que orientaram um percurso pela vida de Maximiano de Lemos como médico e escritor, possibilitando um conhecimento maior das relações existentes por exemplo com João de Araújo Correia e Júlio Dinis.
Paulo Sá Machado fez a apresentação do selo e bilhete-postal comemorativos, editados pelo Município do Peso da Régua, sublinhando ser uma honra para os filatelistas poder contar com um exemplar alusivo a Maximiano de Lemos.
“A Medicina no tempo de Maximiano de Lemos” é o tema da Exposição museológica e documental, patente na Biblioteca Municipal do Peso da Régua, até 30 de Dezembro. Esta Exposição lembra a vida, a obra e a sociedade em que viveu Maximiano Augusto de Oliveira Lemos Júnior (1860-1923).
Alguns dos objectos expostos lembram as actividades do Conselho Escolar e a vida estudantil tais como a lanceta utilizada pelo professor Manuel Maria da Costa Leite (1813-1896) no embalsamamento do rei Carlos Alberto do Piamonte e Sardenha (1798-1849); os óculos de Camilo Castelo Branco (1825-1890), aluno da Escola Médico-Cirúrgica do Porto nos anos 1843 e 44; o coração de madrepérola e a figa, oferecidos a D.ª Ana Simões pelo professor Joaquim Guilherme Gomes Coelho (Júlio Dinis) ou as pastas dos finalistas bordadas a seda e cabelo pelas mães e pelas noivas. Muitos dos objectos pertenceram a professores e alunos que se notabilizaram dentro e fora dos limites da Escola. Na globalidade retratam a Medicina do tempo. Alguns instrumentos e aparelhos foram idealizados e manufacturados nas oficinas da Faculdade. O exemplo internacionalmente mais conhecido é do professor Plácido da Costa (1849-1916), inventor do queratoscópio ou disco de Plácido, o iniciador dos estudos de Fisiologia e Oftalmologia na Faculdade de Medicina do Porto.
A terminar, foi efectuada uma visita à Biblioteca Maximiano de Lemos, no Quartel dos Bombeiros Voluntários do Peso da Régua.
