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Fórum João de Araújo Correia na Literatura Portuguesa do Século XX
4 de Junho de 2008
Fórum João de Araújo Correia na Literatura Portuguesa do Século XX
Uma iniciativa cultural de sucesso
Realizou-se nos dias 30 e 31 de Maio, o Fórum subordinado ao tema genérico “João de Araújo Correia na Literatura Portuguesa do Século XX”.
Esta foi uma iniciativa conjunta da Tertúlia João de Araújo Correia e do Município do Peso da Régua, com o objectivo de congregar, em torno de João de Araújo Correia, todos aqueles que, de uma forma ou de outra, se revêem na sua obra e querem ir mais longe no seu conhecimento.
A primeira parte do Fórum decorreu no emblemático Salão Nobre da Casa do Douro.
Agostinho Santa, Presidente da Direcção da Tertúlia João de Araújo Correia procedeu à abertura do Fórum, referindo-se a este como o cumprimento do desígnio da Tertúlia em dar a conhecer o a vida, mas sobretudo a obra de João de Araújo Correia.
Maria José Lacerda, Vereadora do Pelouro da Cultura, presidiu à cerimónia, tendo sublinhado a importância da realização de iniciativas desta índole, como forma de não apenas recordar, mas, sobretudo, conhecer melhor o homem, o médico e o escritor, com a certeza do quanto é importante continuar a homenagear quem enalteceu de modo tão sublime a identidade do povo reguense, pondo o melhor de si em tudo o que fazia.
O primeiro painel teve como oradores José Miguel Braga, José Braga-Amaral e João Bigotte Chorão. Por sua vez, Henriqueta Gonçalves, António José Borges e Gaspar Martins Pereira constituíram o segundo painel.
O primeiro dia do Fórum culminou com a apresentação de “O Porto do meu tempo”, uma antologia de crónicas de João de Araújo Correia, coordenada por J. Viale Moutinho.
A segunda etapa desta jornada cultural teve início na Biblioteca Municipal do Peso da Régua, no espaço que o Município dedicou ao escritor – a Sala João de Araújo Correia, onde actualmente se encontra grande parte do espólio do escritor, cedido pela família. Após este convívio quase familiar, de tão próximo, com a obra, os conferencistas partiram para um roteiro temático pelos locais de inspiração de João de Araújo Correia, uma vez que ele foi um escritor sem paredes, com muitos espaços escolhidos a dedo e muitas vezes referenciados na sua obra. João de Araújo Correia evidenciou a fidelidade duriense que todos lhe reconhecem e que nós Reguenses particularmente agradecemos. Títulos como Contos Durienses, Folhas de Xisto, Montes Pintados… são exemplos dessa ligação.
João de Araújo Correia, “O Mestre de Nós Todos”, como lhe chamou Aquilino Ribeiro, serviu-se da sua língua pátria para deixar à sua região e ao seu país um legado de história e aprendizagem que é preciso assumir de forma indelével.
Retratar a condição humana, as gentes reguenses e durienses, na sua grandeza e nas suas fraquezas, foi talvez o maior tributo que nos deixou João de Araújo Correia.
Esta foi uma “viagem” incompleto pela vida e obra do escritor. No futuro, outras iniciativas certamente nos conduzirão pelos caminhos da literatura num conhecimento ainda maior do escritor e da obra.
