-
Início
-
Atividade Municipal
-
Comunicação
-
Notícias
-
Arquivo
- Comemoração do bi-centenário do cerco a Peso da Régua
Comemoração do bi-centenário do cerco a Peso da Régua
17 de Junho de 2008
Comemoração do bi-centenário do cerco a Peso da Régua
General Silveira homenageado pelo papel desempenhado
Com a testa da coluna detida nos Padrões da Teixeira, e com a sua retaguarda isolada e atacada na Régua, metido na região inóspita, Loison compreende rapidamente que não lhe vai ser possível atingir o Porto.
Impunha-se regressar a Almeida. Fez marcha atrás, e regressou à Régua com os seus homens que haviam subido a montanha.
Caem então os franceses numa emboscada montada próximo do lugar do Salgueiral em Godim, depois da passagem da Barca do Carvalho. Ali a encosta cai abruptamente sobre o rio de tal modo, que anos mais tarde, os construtores da linha do caminho-de-ferro tiveram de abrir um túnel no xisto.
A antiga estrada pombalina, corre ali ainda apertada entre o rio e a difícil encosta. Foi aí que cerca de 30 homens de Pimentel e Castro, abriram fogo com as suas clavinas, matando uns e ferindo outros soldados, entre os quais o próprio Loison.
Resolvido o incidente, Loison não entrou logo na Régua. Acampou e pernoitou no Olival Basto, e durante a noite, mandou a sua tropa tomar posições nos altos da vila então quase deserta dos seus habitantes.
A 22 de Junho, a Régua acordou cercada pelas tropas francesas que abriram fogo de artilharia contra a vila, ao qual se seguiram os assaltos e as violências consequentes. A coisa foi de tal monta, que aterrou e indignou o país, tendo servido de motivo para que por todo o norte se armassem e aparecessem cada vez mais populares dispostos a lutar contra os soldados de Napoleão.
Cerca do meio dia Loison dá por finda a punição da Régua e inicia a travessia do rio Douro, utilizando para tal as embarcações que concentrara junto ao Cais da Companhia Velha. Sobre a Régua marchavam entretanto milhares de populares vindo de Trás-os-Montes e de Entre-Douro-e-Minho, que o perseguiram pelo menos até Castro Daire.
A 1 de Julho, Loison entra de novo em Almeida, sem que tenha conseguido os seus intentos. Não conseguiu acudir nem recuperar o Porto. Seria o princípio do fim, da 1ª Invasão Francesa.
É este passado que o Município do Peso da Régua não quer deixar esvanecer da memória de todos os Reguenses, motivo pelo qual promove no próximo Domingo, dia 22 de Junho, uma homenagem a todos os que souberam resistir aos invasores franceses, uma cerimónia evocativa do bi-centenário do cerco da Régua aquando da primeira Invasão Francesa, a qual será complementada com homenagem ao General Silveira, herói das guerras peninsulares, natural da freguesia de Canelas.
Do programa organizado para o efeito destacamos:
- 12H00 Hastear de bandeiras, com deposição de coroa de flores, na Praça do Município
- 12H15 Inauguração da exposição alusiva nos Paços do Concelho
- 12H30 Homenagem às vítimas mortais, pelos militares do Centro de Comando de Tropas de Lamego, no Cais da Régua.
O Município do Peso da Régua convida a população em geral a associar-se a esta homenagem.
