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Capela das Sete Esquinas devolvida aos Reguenses
22 de Dezembro de 2008
Capela das Sete Esquinas devolvida aos Reguenses
Secretária de Estado da Cultura aplaude resultados
Paula Fernandes dos Santos, Secretária de Estado da Cultura presidiu, no passado Sábado, 20 de Dezembro, à inauguração da Capela das Sete Esquinas, em Peso da Régua. A data marca a concretização de um sonho para muitos reguenses.
Volvidos anos de ruína e de sequentes promessas de programas eleitorais, o Município de Peso da Régua resgata a memória da Capela das Sete Esquinas, numa prova evidente de que a vontade de fazer marca uma diferença positiva no aproveitamento de instrumentos comunitários, que possibilitem a realização de obras importantes para a comunidade.
Nuno Gonçalves congratulou-se com o reconhecimento governamental do trabalho local que tem sido desenvolvido pelo Município do Peso da Régua, para quem as pessoas e as necessidades próprias têm estado no centro da política de acção, para que a cidade e o concelho possam ter melhor qualidade de vida.
O Autarca sublinhou a capacidade de trabalho demonstrada pela equipa técnica municipal, responsável pela obra, cujo resultado é motivo de orgulho e homenageia a memória de todos quantos nos precederam.
Paula Fernandes dos Santos, Secretária de Estado da Cultura felicitou o Município pelos resultados obtidos com a recuperação da Capela das Sete Esquinas, na certeza de que a criação ou devolução à comunidade de equipamentos culturais são elementos importantes de desenvolvimento económico.
A recuperação da Capela das Sete Esquinas foi concretizada no âmbito da candidatura apresentada ao Programa Operacional da Cultura, representando um investimento de cerca de centro e setenta mil Euros, com a comparticipação comunitária FEDER de sessenta e dois por cento.
Em 2006, o Município de Peso da Régua decidiu promover o processo de classificação do edifício como de Interesse Municipal e recuperá-la da sua ruína, alargando a intervenção à área envolvente, repondo assim a sua dignidade como elemento notável de arquitectura e de memória colectiva.
O edifício da Capela das Sete Esquinas, ou Capela de Nossa Senhora do Desterro, foi construído entre os séculos XVII e XVIII, no período artístico proto-barroco, evidenciado pela sua contenção decorativa e linearidade do portal.
Originalmente contíguo a uma quinta murada que incluía um solar, apresenta uma planta centralizada hexagonal, pouco comum nesta área, com um notável trabalho de cantaria no exterior e interior, com destaque para a fachada principal onde se destaca o portal encimado por um brasão de armas da família que o mandou construir, e pelo arco de volta inteira, assente em pilastras onde se insere o retábulo, ou o relicário na parede adjacente.
A recuperação da Capela das Sete Esquinas, da autoria do Arquitecto Paulo Moura, foi distinguida pelo Prémio de Arquitectura do Douro, com uma Menção Honrosa. Este Prémio é promovido pela Estrutura de Missão do Douro e Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, visando distinguir os imóveis de maior qualidade arquitectónica do Alto
Douro Vinhateiro, procurando, dessa forma, estimular as boas práticas de arquitectura na paisagem classificada pela UNESCO, como Património Mundial da Humanidade.
A entrega do prémio coincidiu com a inauguração da Capela das Sete Esquinas e do Museu do Douro, tendo a cerimónia decorrido nas instalações deste.
De sublinhar a presença de inúmeros reguenses na cerimónia de inauguração da Capela das Sete Esquinas, essencialmente residentes na parte alta da cidade, onde a mesma fica localizada, o que confirma a importância que estes lhe atribuem.
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