Município Peso da Régua

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Peso da Régua

O comércio e os serviços conheceram um grande desenvolvimento nas últimas décadas, mas a vinha e o vinho continuam a ser a imagem de marca da cidade. 

Na Régua, o turista pode ainda visitar o edifício da Casa do Douro, cuja construção data do segundo quartel do séc. XX, em granito polido e mármore, com vitrais da autoria do pintor Lino António, onde pode ver retratada a história da Região Demarcada do Douro.

A visita à Régua ficará completa com uma passagem pela Estação Ferroviária, onde o primeiro comboio chegou no dia 14 de Julho de 1879, de onde se parte para outros pontos da região, continuando a viagem de comboio ou de camioneta. 

 

Heráldica

Brasão: escudo de prata, dois cachos de uvas de púrpura, sustidos de verde e um cálice de vermelho, tudo bem ordenado; campanha diminuta ondada de azul e prata de três peças. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: «FREGUESIA de PESO da RÉGUA».

Brasão de Peso da Régua

 

 

 

 

 

 

 

 

Godim

Igreja de Godim

Apenas o seu nome e a denominação de um ou outro dos seus pequenos lugares fazem lembrar a remota origem da sua propriedade e cultura, calculados principalmente pelas determinações contidas nos Forais Novos de Trás-os-Montes, mandados fazer por D. Manuel I. Um anfiteatro de punjantes parreiras com inicio na Cederma e fim no Vale.

Godim talvez não seja o nome mais antigo que da freguesia se conhece. Consta provir de Gothini ou Godinho – qualquer trunfo godo que quis, ou de quem quiseram perpetuar o nome, aplicando-o a um torrão fertilíssimo e pitoresco. Foi ainda denominada de “Vale” ou “Nateiro dos Quatro Caminhos”, o que comprova que desde pelo menos a época visigótica, se cruzavam vias importantes neste local.

A denominação Jugueiros derivou do facto de ter existido o “jugado” – tributo que os “jugueiros” (lavradores que possuíam carros de bois) pagavam e que D. Afonso Henriques fez reverter a favor da coroa portuguesa. A origem etimológica de Ariz (um lugar da freguesia de Godim) será provavelmente Alarici ou Alarico, nome do rei dos visigodos. Mera, de mero, senhor que tinha em qualquer território a jurisdição civil e crime.

Godim foi sede de concelho até 1836, o qual integrava as freguesias de Godim, Loureiro, Fontelas, Mouramorta, Sedielos e toda a área da actual freguesia do Peso da Régua. Teve o primeiro foral dado por D. Afonso III, em Maio de 1205, em Bostelo. Teve dois forais dados por D. Sancho I e Foral Novo concedido por D. Manuel I, em Évora, a 15 de Dezembro de 1519. Tal como a Régua, fez parte do concelho de Penaguião. A sua jurisdição nos moinhos da Firvida, para cujas correições não lhe era permitido atravessar o couto da Régua, extinguiu-se com o seu concelho em 1836. Em Fevereiro de 1837 passou a fazer parte do concelho do Peso da Régua.

À medida que se afasta do centro urbano, Godim vai acusando as marcas de ruralidade. Vale a pena admirar a Igreja Matriz, a casa da Quinta das Nogueiras (séc. XIX); a casa de Santa Maria (séc. XVIII); casa da Quinta das Casas Novas (séc. XVIII) e a casa das Cerdeiras (séc. XIX). É, também, nesta freguesia que se encontra a maior parte das estruturas de ensino do concelho, várias instituições de solidariedade social e uma série de associações de promoção cultural.

 

Heráldica

Brasão: escudo de negro, barco rabelo de ouro, mastreado e cordoado do mesmo, vestido de prata, carregado com sete pipas de ouro, realçadas de vermelho, vogante em campanha diminuta de três tiras ondasas de prata e azul; acantonados em chefe, dois cestos de prata com cachos de uvas de ouro, folhados de verde. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco, com a legenda a negro: «GODIM».

Brasão de Godim