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Na margem esquerda do rio Douro, encontramos a freguesia de Covelinhas. Para lá chegar, é necessário fazer um percurso de cerca de 10 quilómetros para Este, depois da Régua, em caminhos sinuosos. Contudo, actualmente existem duas alternativas, partindo do centro de Galafura ou do centro de Canelas.
Covelinhas nasceu e cresceu com vista para o rio Douro, nele reflectindo toda a sua simplicidade. Junto à margem passa a linha de caminho de ferro, que possibilita, saindo da Régua e indo até ao Pocinho, um dos mais belos itinerários ferroviários de sempre.Covelinhas é uma zona de futura expansão turística.
Os romanos, após a conquista da Península e a expulsão dos cartagineses, cerca de 202 AC, começando a fortificar os povos para se defenderem dos inimigos, edificaram entre muitos crastos, o de Vilarinho dos Freires e o de Covelinhas. Já no princípio da monarquia, Covelinhas teve alguma importância, tendo-lhe D. Afonso Henriques dado foral, que se encontra na Torre do Tombo. Covelinhas foi repovoada por D. Sancho I, tendo pertencido ao concelho de Canelas, até à extinção do mesmo, em Dezembro de 1853.
Segundo a tradição, este pequeno povoado chamava-se antigamente Covelas e contem filões de precioso metal, dizendo os mais idosos que os de Covelas atiravam com ouro às cabras julgando atirar com pedras.
| Heráldica
Brasão: escudo de ouro, carro de bois de negro, transportando pipa de vermelho,com aros de prata; nos cantões do chefe, dois ramos de laranjeira de verde, frutados de vermelho; campanha diminuta de azul e prata de três peças. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: «COVELINHAS». |
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